A Crise de Assinaturas de Revistas e Jornais

A Crise de Assinaturas de Revistas e Jornais

Existe uma crise em vigor nos meios impressos quando falamos em assinaturas de jornais e assinatura de revista.

É latente que pode aumentar e muito nos próximos anos. Para se ter uma idéia do tamanho e da gravidade dessa crise, a Abril ameaçou que vai parar a distribuição de revistas como Capricho, Superinteressante, Contigo e a intocada Playboy (leia aqui). Isso tem um motivo direto: o baixo resultado apresentado em vendas e assinaturas. Se a Abril procura eficiência, é iminente fechar as revistas com baixo resultado. Mesmo que sejam elas revistas que ajudaram a empresa a ser o que era. A Abril não comenta informação mas há expectativa de extinguir cerca de 11 revistas. A crise realmente existe. Tanto em revistas quanto jornais. A própria revista Time colocou em capa diversas matérias alertando sobre o futuro do ramo editorial.

crise

Mas será que isso é um problema mercadológico ou um problema da Abril Editora? Se formos analisar todo o mercado editorial, existe uma crise iminente. As vendas caíram na última década absurdamente. Revistas com tiragem de 100 mil, hoje giram em torno de 10 mil exemplares. A internet contribui para isso. No mundo redes de notícias como o Digg, Reddit e BuzzFeed já são amplamente acessados por usuários do mundo todo, atrás de um resumão de notícias diárias.

Se formos avaliar o último parágrafo, podemos afirmar que a coisa está feia. Mas chamo a atenção aqui para o CASE do New York Times. O Jornal conseguiu converter 325 mil assinantes para assinantes online da publicação. Desde 2011 o jornal faz um trabalho para migrar o impresso para digital. E isso tem dado frutos incríveis. Essa migração intensa e estratégica impulsionou o jornal para segundo mais lido nos EUA. Os assinantes lêem do tablet, do computador ou do Smartphone. O mesmo conteúdo impresso. E por U$35 dólares mensais. Se ele fosse assinar o impresso teria que desembolsar U$42 dólares.

O New York Times pensou no futuro. Antecipou-se em entender que o mercado de impressos vai mudar.  E ainda assim criou um excelente produto, mais barato e com maior convergência nos dias de hoje, onde mobilidade é tudo.

Com revistas e livros as coisas vão pelo mesmo caminho. Editoras já se preocupam em publicar conteúdo impresso e digital quando falamos em livros. É um mercado sem volta. Vamos preferir assinar digitalmente ou comprar um livro digital ao invés de ter que ir à banca de jornais para comprar uma publicação.

As editoras, revistas e jornais vão precisar intensificar ainda mais os produtos digitais e assinaturas online. E vão precisar atrair esses assinantes. Preço, tecnolgia e conteúdo. Serão indispensáveis para essa mudança. Não vai adiantar querer cobrar o mesmo preço por um livro impresso e por um livro digital.

Assinatura recorrente

O Assinante vai querer o diferencial. Ahh… e não podemos esquecer que conteúdo é tudo!

Fonte: AFP

 

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